Política de Privacidade — Vigia Jurídico
Versão 5, de 3 de outubro de 2026. Vale a partir desta data. Mudança material é avisada no painel e por e-mail antes de valer, e a versão anterior fica disponível a pedido. Usar o painel é aceitar esta versão — o sistema registra qual versão cada pessoa aceitou e quando.
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1. Quem responde pelo quê
O escritório contratante é o controlador dos dados dos processos que acompanha: foi ele que decidiu quais processos vigiar, por quê e por quanto tempo. O Vigia é operador — trata esses dados por conta e ordem do escritório, nos limites do contrato. O mesmo vale para o cadastro dos clientes do escritório e do 2º contato que cada cliente indica: quem cadastra e responde por eles é o escritório.
A divisão importa na prática: pedido de titular sobre um processo chega primeiro ao escritório, que é quem sabe se existe dever de guarda profissional sobre aquele caso. O Vigia executa o que o controlador determinar e devolve prova do que fez.
O que o Vigia trata como controlador é curto e não se mistura com processo: dados de cadastro de quem usa o painel (nome, e-mail, senha com hash, papel), o registro de acesso, a trilha de auditoria do sistema (quem fez o quê, quando, de que endereço IP e navegador) e dados de cobrança.
2. Dado de tribunal é público; o cruzamento não é
Publicação de diário, movimentação e pauta são públicas por determinação legal. O risco que esta política endereça não é a linha isolada do diário — é o acervo: reunir anos de publicações, ligar cada uma a um CPF/CNPJ, guardar o teor lido por LLM e permitir busca por nome produz um perfil que nenhuma fonte oficial oferece sozinha.
Daí três travas que estão no produto, não só neste texto:
- o que identifica pessoa não entra na busca semântica (§4);
- processo em segredo de justiça não vira texto, resumo, vetor nem alerta com conteúdo;
- cada escritório só alcança o próprio acervo — isolamento imposto pelo próprio banco de dados, e não por uma regra que o programa pudesse esquecer de aplicar.
3. Categorias de dado
| Categoria | Exemplo | Origem |
|---|---|---|
| Identificação de processo | número CNJ, tribunal, grau, órgão, classe e assunto TPU | fonte oficial |
| Andamento | movimento, publicação, intimação, citação, pauta, data | fonte oficial |
| Partes e representantes | nome da parte, polo, advogado, número de OAB | fonte oficial |
| Identificador fiscal de parte | CPF/CNPJ quando a fonte oficial o publica | fonte oficial |
| Teor | PDF de sentença, despacho, acórdão e o resumo gerado por LLM | fonte oficial |
| Prazo | prazo sugerido, quem confirmou, quando | cálculo + ação humana |
| Trilha de ciência | quem abriu teor de intimação, quando, por qual fonte | ação humana |
| Usuário do painel | nome, e-mail, hash de senha, papel, sessão | cadastro |
| Contato de alerta | e-mail, número de WhatsApp, chat de Telegram, endereço de push | cadastro |
| Segredo operacional | credencial de tribunal, certificado e-CNPJ, chave de API | cofre de arquivo |
| Cobrança | plano, faturas | cadastro + meio de pagamento |
| Sucessor designado (§9-A) | nome e e-mail de quem o escritório indicou para ser avisado se o dono não puder mais responder; OAB, telefone e observação se o dono quiser | cadastro feito pelo dono |
| Cliente do escritório | nome, e-mail e telefone de quem contratou o escritório, código dele no sistema de gestão do escritório, a quais processos da carteira ele está ligado e o registro de atendimento (ligação, reunião ou nota: com quem, quando e o resumo) | cadastro feito pelo escritório ou importado do sistema de gestão dele |
| 2º contato do cliente | nome, e-mail ou telefone e relação com o cliente de quem o cliente indicou para ser procurado se ele não responder, com a data e a forma do aceite | indicação do cliente, registrada pelo escritório |
Sobre CPF/CNPJ: o Vigia não pede esse dado ao escritório para identificar caso. Na importação de carteira, identificador fiscal que venha de carona na planilha é descartado em vez de guardado. O que existe no acervo é o CPF/CNPJ que a própria fonte oficial publicou dentro do evento, guardado como veio para prova de integridade.
4. Finalidade e base legal
| Finalidade | Base legal (LGPD) |
|---|---|
| Acompanhar processo do escritório e sugerir prazo | execução de contrato (art. 7º, V), no interesse do controlador |
| Ler o tribunal inteiro para achar processo novo de parte vigiada | legítimo interesse (art. 7º, IX) sobre dado de acesso público (art. 7º, §3º) |
| Alertar por e-mail, WhatsApp, Telegram e push | execução de contrato (art. 7º, V) |
| Resumir teor com LLM | execução de contrato (art. 7º, V) |
| Busca semântica no acervo do escritório | execução de contrato (art. 7º, V) |
| Registrar quem abriu teor de intimação | execução de contrato (art. 7º, V) enquanto o contrato vigora; depois dele, exercício regular de direitos (art. 7º, VI) e legítimo interesse de provar o que o sistema fez (art. 7º, IX) |
| Autenticação, log de acesso, trilha de auditoria e antifraude | legítimo interesse de segurança e de prestação de contas (art. 7º, IX, com os arts. 6º, VII e X, 37 e 46); o registro de acesso ao site cumpre também obrigação legal (art. 7º, II; art. 15 do Marco Civil da Internet) |
| Cobrança e obrigação fiscal | execução de contrato e obrigação legal (art. 7º, V e II) |
| Contato comercial e demonstração pedida pelo escritório | procedimentos preliminares a pedido do titular (art. 7º, V) |
| Cadastro do cliente do escritório, vínculo com o processo e registro de atendimento | execução do contrato entre o escritório e o cliente dele (art. 7º, V) |
| 2º contato indicado pelo cliente, para o alerta não morrer sem resposta | legítimo interesse (art. 7º, IX, com o art. 10): só existe com o aceite registrado — quando e de que forma o cliente indicou e a pessoa concordou; ela pode se opor a qualquer momento, e o contato é apagado |
Onde a base é legítimo interesse, o interesse foi pesado contra o direito de quem usa o painel (art. 10 da LGPD): guardamos só o necessário, com prazo (§6), e o titular pode se opor (art. 18, §2º).
Não há tratamento com base em consentimento do titular do processo — e isso é proposital: pedir consentimento para acompanhar um processo público seria promessa que não se pode cumprir nem revogar. Consentimento existe onde é real e revogável a qualquer momento: canal de alerta escolhido por quem usa o painel (push web, WhatsApp, Telegram) e cookie não essencial, se houver.
5. Decisão automatizada e revisão
O Vigia calcula prazo e resume teor por máquina, e nenhum dos dois produz efeito jurídico sozinho: prazo nasce como sugestão e só humano confirma. Revisão (art. 20 da LGPD) é o fluxo normal do produto, não um pedido extraordinário — o painel mostra o que a máquina entendeu, de qual evento e por qual regra de contagem, e quem confirma é o advogado.
6. Retenção
| Categoria | Regra |
|---|---|
| Evento e payload bruto | guardado enquanto o escritório mantiver o processo em acompanhamento; o bruto é a prova de que o que se leu foi o que a fonte publicou. Quando nenhum escritório acompanha mais aquele processo, o bruto é apagado 90 dias depois da coleta e fica só a linha normalizada, que é fato público |
| Teor e resumo | mesma vida do processo acompanhado; teor de processo que ninguém acompanha é apagado pela mesma rotina, 90 dias depois |
| Vetor de busca | some com o documento que o gerou |
| Prazo e trilha de ciência | enquanto o escritório mantiver o processo em acompanhamento e, depois do fim do contrato, por até dez anos contados do evento (prescrição geral do art. 205 do Código Civil) — é prova de por que um prazo começou a correr. Aos cinco anos sai a identificação de quem clicou; ficam o escritório, o processo e a data |
| Usuário e log de acesso | enquanto a conta existir. Encerrado o contrato, o acesso ao painel acaba e o cadastro de quem usava a conta continua guardado só enquanto a trilha de auditoria ainda o identifica (no máximo cinco anos do último ato dele); depois é anonimizado. O registro de acesso ao site (data, hora e IP) é guardado por seis meses, prazo do art. 15 do Marco Civil da Internet, e depois descartado |
| Trilha de auditoria | cinco anos com a identificação de quem agiu (usuário, endereço IP e navegador); aos cinco anos a identificação sai e a linha fica só com escritório, ação, alvo, data e o detalhe do ato sem identificação de pessoa; aos dez anos a linha é apagada. Dentro desse intervalo o sistema não a reescreve: a tabela é append-only por gatilho do banco, e a única alteração que o gatilho admite é essa saída da identificação, depois do prazo. É prova de quem fez o quê e segurança do sistema (art. 7º, VI e IX, da LGPD) |
| Contato de alerta | apagado quando o canal é desligado; endereço de push morto é apagado no primeiro erro do serviço |
| Credencial de tribunal | enquanto vigorar o termo de credencial; apagada na revogação |
| Cobrança | pelo prazo fiscal de cinco anos; depois disso fica o registro de que a cobrança existiu, sem o dado que veio do meio de pagamento, e o consumo diário de leitura por IA é apagado inteiro — é contagem de gasto do escritório, nunca teor de processo |
| Acervo no fim do contrato | avisado por e-mail e anonimizado 90 dias depois do encerramento, fora o que a prescrição manda guardar: o número do processo continua (é público), quem era o cliente não. O aviso sai assim que o contrato encerra, vai para os donos da conta e para o sucessor designado (§9-A), traz a data da anonimização e já deixa aberto um pedido de exportação do acervo em nome do escritório — e a anonimização não acontece antes de 30 dias desse aviso, nem se o e-mail não puder ser enviado |
| Cliente e 2º contato no fim do contrato | apagados com o mesmo aviso e o mesmo prazo do acervo: 90 dias depois do encerramento e nunca antes de 30 dias do aviso, saem inteiros o cadastro do cliente, o 2º contato, o vínculo com o processo e o registro de atendimento. Enquanto o contrato vigora, apagar um cliente apaga junto o 2º contato, os vínculos e os atendimentos dele, e a oposição do 2º contato apaga só o dele |
Como isto se cumpre: a tabela acima não é só texto — é a própria regra que o sistema executa. Uma rotina roda uma vez por dia, escritório por escritório, em lotes com teto por rodada, e cada categoria acima vira uma instrução declarada: apagar, limpar o conteúdo bruto, anonimizar ou nunca tocar. O que a rodada registra é só a contagem por categoria — nunca o que foi apagado. Prazo, trilha de ciência e trilha de auditoria têm piso: antes de cinco anos a rotina não reescreve nada nelas, aos cinco tira só a identificação de quem agiu, e só apaga a linha aos dez — o prazo e a ciência, além disso, só depois que o processo saiu do acompanhamento ou o contrato acabou. O sistema recusa subir se alguém escrever uma regra mais curta. Na trilha de ciência e na trilha de auditoria a trava é também do próprio banco de dados, que recusa a escrita fora dessas datas, venha de quem vier. O prazo não tem essa trava no banco: é a agenda viva do escritório, e a calibração de um prazo (o registro de se ele bateu) sai junto com o prazo quando ele sai. O acervo de quem encerrou o contrato é anonimizado por essa mesma rotina, não à mão.
Três categorias não são varridas por idade porque somem no momento do fato: contato de alerta sai quando o canal é desligado (ou no primeiro erro de entrega), credencial de tribunal sai na revogação, e o vetor de busca sai junto com o documento que o gerou.
Pedido de titular, sem depender de boa vontade: exportação e exclusão têm rota própria no sistema. O pedido nasce registrado e já com o prazo de 15 dias do §9. A exportação devolve só o que é do escritório que pediu — e credencial de tribunal não sai nem nela. A exclusão é em dois passos: o pedido não apaga nada sozinho; quem executa é a confirmação do escritório-controlador do caso, pelo limite do §9 abaixo. Não é convenção de código: o banco recusa registrar exclusão concluída sem essa confirmação.
6-A. O que apagamos, o que anonimizamos e o que fica
"Apagamos tudo" seria mentira, e mentira em política de privacidade é o pior lugar para se ter uma. A resposta honesta tem quatro partes.
1. Dado público não é dado do escritório, e não sai a pedido. Publicação de diário, movimentação, pauta, o teor que o tribunal divulgou e o resumo gerado a partir dele existem porque o Judiciário os tornou públicos. Pedido de exclusão feito ao Vigia não os apaga do tribunal, e o Vigia não os apaga a pedido de terceiro. O que acontece com eles é a retenção normal: quando nenhum escritório acompanha mais aquele processo, o bruto e o teor saem 90 dias depois e fica só a linha normalizada, que é fato público.
2. Dado do escritório: anonimizado ou apagado em até 15 dias da confirmação. No pedido de exclusão, executado depois da confirmação do escritório-controlador:
- anonimizado — o que o escritório escreveu sobre o cliente dentro do processo (nome do cliente e observação) vira marca anônima; o número do processo fica, porque é público;
- apagado — o endereço de notificação no navegador (push) sai inteiro, e o cadastro de clientes também: cliente, 2º contato, vínculo com o processo e registro de atendimento;
- fora do pedido, por regra própria: contato de alerta sai quando o canal é desligado (ou no primeiro erro de entrega) e a credencial de tribunal sai na revogação, quando a chave que abre o cofre é destruída.
3. O que fica, com prazo e com motivo. Uma parte é obrigação legal (art. 16, I, da LGPD): cobrança e nota fiscal, e o registro de acesso ao site. O resto fica porque é prova de um direito e segurança do sistema (art. 7º, VI e IX, da LGPD) — e por isso tem prazo, e o prazo vem escrito.
| O que fica | Por quanto tempo | Por quê |
|---|---|---|
| Prazo sugerido e confirmado, e a trilha de quem abriu teor de intimação | até 10 anos do evento; aos 5 anos sai a identificação de quem clicou | é a prova de por que um prazo começou a correr; apagar isso prejudicaria o próprio escritório numa discussão futura |
| Cobrança e nota fiscal | 5 anos | obrigação fiscal e tributária |
| Trilha de auditoria do sistema | 5 anos com identificação; até 10 anos sem ela; depois, apagada | a tabela é append-only por gatilho do banco: o sistema não consegue reescrevê-la nem excluí-la antes desses prazos, e é isso que a torna prova |
| Cadastro de quem usa o painel | enquanto a conta existir e, depois, só enquanto a trilha ainda o identifica (até 5 anos do último ato); registro de acesso ao site por 6 meses | art. 15 do Marco Civil |
4. Cópia de segurança. O backup é dump inteiro, cifrado, com expiração automática: 30 dias a cópia diária e 12 meses a mensal. Não existe apagar seletivo dentro de backup — o dado excluído do sistema ativo ainda vive nessas cópias até expirarem, e elas só são abertas em desastre.
Duas coisas que se dizem antes: pedido de exclusão não cancela a assinatura (cancelar é ato próprio, no painel de cobrança), e cancelar a assinatura não apaga nada na hora — o acervo de quem encerrou é anonimizado 90 dias depois do fim do período pago, automaticamente.
Como pedir. Escritório cliente abre exportação ou exclusão no próprio sistema; o pedido nasce registrado, com o prazo de 15 dias contado desde a abertura. A exclusão tem segundo passo: só a confirmação do escritório-controlador executa. Quem não é cliente pede por contato@joaoamorim.dev, com o que baste para localizar o dado. Resposta em até 15 dias.
O que a exportação entrega hoje, sem enfeite: todas as tabelas que têm dono definido — carteira de processos, clientes e 2º contatos, prazos, alertas, pedidos, cobrança —, menos credencial de tribunal, que nunca sai. Arquivo binário sai identificado pelo tamanho, não em conteúdo. O andamento e o teor de cada processo são identificados pelo número CNJ, porque são registro público: quem quiser o inteiro teor o obtém do tribunal, onde ele é a fonte.
7. Quem mais trata o dado
Subprocessadores em uso:
| Quem | Para quê | O que sai daqui | País |
|---|---|---|---|
| Anthropic | triagem e leitura de teor por LLM | texto do documento do processo, sem credencial | EUA |
| OpenAI | triagem e leitura de teor por LLM, quando o escritório escolhe este fornecedor (, allowlist do §17.8 T2) | texto do documento do processo, sem credencial; nunca documento em segredo de justiça | EUA |
| Google (Gemini API paga) | triagem e leitura de teor por LLM, quando o escritório escolhe este fornecedor (, allowlist do §17.8 T2) | texto do documento do processo, sem credencial; nunca documento em segredo de justiça | EUA |
| Voyage AI | vetor da busca semântica | resumo do documento, nunca documento sigiloso | EUA |
| Meta (WhatsApp Business) | alerta por WhatsApp | número do destinatário e a linha do alerta | EUA |
| Telegram | alerta por Telegram | chat do destinatário e a linha do alerta | fora do Brasil |
| Serviço de push do navegador (Google, Apple, Mozilla) | entregar a notificação no aparelho | corpo cifrado ponta a ponta (RFC 8291) — o serviço não lê | EUA |
| Google Fonts | fonte tipográfica do site público e destas páginas | endereço IP e navegador de quem abre a página, nunca dado de processo | EUA |
| Stripe | cobrança, quando a assinatura entrar no ar | dado de cobrança, nunca dado de processo | EUA |
| Oracle Cloud (hospedagem, banco e servidor de e-mail) | rodar o sistema; enviar o alerta por e-mail | todo o acervo, cifrado em repouso; no e-mail, endereço do destinatário, assunto e corpo do alerta (em segredo de justiça, assunto sem número e sem teor) | Brasil (região São Paulo) |
| Cloudflare | proteção e entrega do site e do painel; cópia de segurança cifrada | tráfego do painel, que a borda enxerga em claro; backup já cifrado com chave que só o Vigia tem | EUA |
Documento em segredo de justiça não é enviado a nenhum dos dois fornecedores de LLM: o texto não existe no banco, e o banco recusa a escrita por restrição de coluna, não por convenção de código.
8. Transferência internacional
Anthropic, Voyage, Meta, Cloudflare, Stripe, Google e os serviços de push estão fora do Brasil, o que torna o envio uma transferência internacional (art. 33 da LGPD). A base são cláusulas contratuais específicas com cada fornecedor, no molde do art. 33, II, alinhadas às cláusulas-padrão contratuais da Resolução CD/ANPD 19/2024. Escritório que não aceite esse envio pode operar com teor por LLM e busca semântica desligados: o acompanhamento, o cálculo de prazo e o alerta continuam funcionando sem eles. O alerta por e-mail sai de servidor no Brasil e não entra nessa conta. Já a passagem pela Cloudflare (proteção do site e do painel) e a cópia de segurança cifrada não são opcionais — são como o serviço fica de pé. Fornecedor só é habilitado depois que as cláusulas de proteção de dados dele são conferidas, e a lista vigente, com a data de cada conferência, fica disponível ao contratante a pedido.
9. Direitos do titular
Confirmação de tratamento, acesso, correção, anonimização, bloqueio ou eliminação de dado desnecessário, portabilidade, informação sobre compartilhamento e revisão de decisão automatizada (art. 18 da LGPD).
Como exercer: pedido para contato@joaoamorim.dev, com o que basta para localizar o dado — nome e, se houver, número do processo. Resposta em até 15 dias.
Escritório que já é cliente não precisa esperar por e-mail: exportação e exclusão são pedidos que ele mesmo abre no sistema, com o mesmo prazo de 15 dias contado e registrado desde a abertura. A exportação sai pronta com o que é dele; a exclusão só é executada depois que o escritório responsável pelo caso confirma — é o segundo passo, e sem ele nada é apagado.
Três limites que se dizem antes, não depois:
- dado que veio de fonte oficial pública não é apagado do tribunal por pedido feito ao Vigia; o que o Vigia pode fazer é parar de tratar e apagar sua cópia, quando não houver dever de guarda;
- quando o dado pertence ao acompanhamento de um escritório, o pedido é encaminhado a ele como controlador — o Vigia não decide sozinho apagar prova de prazo de um caso em curso;
- a trilha de auditoria não é apagada a pedido dentro do prazo do §6, porque é prova e segurança do próprio sistema (art. 7º, VI e IX, da LGPD); o titular pode se opor (art. 18, §2º) e recebe a resposta com o motivo (art. 18, §4º, II); vencido o prazo, a identificação sai sozinha.
Quem foi indicado como 2º contato de um cliente não contratou nada: a base é o legítimo interesse (§4), e a oposição dele basta. O pedido vai ao escritório que o cadastrou, ou a contato@joaoamorim.dev, que o encaminha; o escritório apaga o contato no painel, e a linha sai inteira, sem alterar o cadastro do cliente.
9-A. Sucessão do acervo e aviso de saída
O Vigia nasceu para o escritório de uma pessoa só, e nesse escritório o dono costuma ser o único login. Duas coisas, por isso, não dependem de ninguém lembrar:
- Sucessor designado. O dono pode registrar no sistema a quem o Vigia avisa se ele não puder mais responder pelo escritório — nome e e-mail obrigatórios, OAB, telefone e observação opcionais. Isso é endereço, não chave: a pessoa designada não ganha login nem acesso automático ao acervo; ela é avisada, e a entrega do acervo depende do documento que o caso exigir (procuração, inventário, prova de óbito). A designação é de uma pessoa que não assinou nada conosco: ela é titular desses dados, pode pedir para sair a qualquer momento pelo §9, e o dono pode apagar a designação sozinho, no sistema.
- Aviso antes de anonimizar. Encerrado o contrato, o Vigia manda um e-mail aos donos da conta e ao sucessor designado dizendo a data em que o acervo será anonimizado e já deixando aberto, em nome do escritório, um pedido de exportação de tudo que é dele. A anonimização não acontece antes de 30 dias desse aviso — e, se não houver a quem avisar ou o e-mail não puder ser enviado, ela não acontece: o acervo fica como está até que o aviso saia.
10. Segurança
- isolamento por inquilino imposto no banco, com política de linha forçada inclusive para o dono da tabela;
- credencial, certificado e chave de API em cofre de arquivo montado, nunca em arquivo de configuração em texto plano;
- trilha append-only de quem abriu teor de intimação, que o sistema não reescreve;
- alerta em modo discreto para processo em segredo de justiça;
- incidente relevante comunicado ao controlador e à ANPD (art. 48 da LGPD).
11. Este site
O site público em vigiajuridico.com.br é estático e não depende de conta. O que ele faz com quem apenas visita:
- Nenhum cookie e nenhum rastreador. Não há Google Analytics, Tag Manager, pixel de rede social, mapa de calor nem cookie de qualquer espécie — nada fica gravado no navegador do visitante, e por isso não existe banner de consentimento a exibir.
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- O formulário de demonstração não envia nada ao nosso servidor. O endereço digitado abre o programa de e-mail do próprio visitante com a mensagem pronta; nada sai do navegador enquanto a pessoa não apertar enviar, e o que chegar por e-mail é tratado como contato comercial (§4).
- Log do servidor web. Cada requisição fica registrada com endereço IP, hora, página pedida e navegador, para segurança e diagnóstico; cabeçalho de autenticação e cookie são descartados antes da gravação. Esse registro não é cruzado com acervo de processo nem usado para publicidade, e é guardado por seis meses — o prazo do art. 15 do Marco Civil da Internet —, depois descartado.
12. Mudanças
Alteração material é avisada no painel e por e-mail antes de valer, e a versão anterior fica disponível a pedido em contato@joaoamorim.dev.