VIGIA JURÍDICO Voltar para a página inicial

Política de Privacidade — Vigia Jurídico

Versão 5, de 3 de outubro de 2026. Vale a partir desta data. Mudança material é avisada no painel e por e-mail antes de valer, e a versão anterior fica disponível a pedido. Usar o painel é aceitar esta versão — o sistema registra qual versão cada pessoa aceitou e quando.

Operado por XIRO Tecnologia, nome de XIRO TECH TECNOLOGIA LTDA, CNPJ 68.673.635/0001-93, sede em Avenida Napoli, 500, Residencial Eldorado, Goiânia/GO, CEP 74367-640. Encarregado de dados (art. 41 da LGPD): João Paulo Amorim — contato@joaoamorim.dev.

1. Quem responde pelo quê

O escritório contratante é o controlador dos dados dos processos que acompanha: foi ele que decidiu quais processos vigiar, por quê e por quanto tempo. O Vigia é operador — trata esses dados por conta e ordem do escritório, nos limites do contrato. O mesmo vale para o cadastro dos clientes do escritório e do 2º contato que cada cliente indica: quem cadastra e responde por eles é o escritório.

A divisão importa na prática: pedido de titular sobre um processo chega primeiro ao escritório, que é quem sabe se existe dever de guarda profissional sobre aquele caso. O Vigia executa o que o controlador determinar e devolve prova do que fez.

O que o Vigia trata como controlador é curto e não se mistura com processo: dados de cadastro de quem usa o painel (nome, e-mail, senha com hash, papel), o registro de acesso, a trilha de auditoria do sistema (quem fez o quê, quando, de que endereço IP e navegador) e dados de cobrança.

2. Dado de tribunal é público; o cruzamento não é

Publicação de diário, movimentação e pauta são públicas por determinação legal. O risco que esta política endereça não é a linha isolada do diário — é o acervo: reunir anos de publicações, ligar cada uma a um CPF/CNPJ, guardar o teor lido por LLM e permitir busca por nome produz um perfil que nenhuma fonte oficial oferece sozinha.

Daí três travas que estão no produto, não só neste texto:

  • o que identifica pessoa não entra na busca semântica (§4);
  • processo em segredo de justiça não vira texto, resumo, vetor nem alerta com conteúdo;
  • cada escritório só alcança o próprio acervo — isolamento imposto pelo próprio banco de dados, e não por uma regra que o programa pudesse esquecer de aplicar.

3. Categorias de dado

CategoriaExemploOrigem
Identificação de processonúmero CNJ, tribunal, grau, órgão, classe e assunto TPUfonte oficial
Andamentomovimento, publicação, intimação, citação, pauta, datafonte oficial
Partes e representantesnome da parte, polo, advogado, número de OABfonte oficial
Identificador fiscal de parteCPF/CNPJ quando a fonte oficial o publicafonte oficial
TeorPDF de sentença, despacho, acórdão e o resumo gerado por LLMfonte oficial
Prazoprazo sugerido, quem confirmou, quandocálculo + ação humana
Trilha de ciênciaquem abriu teor de intimação, quando, por qual fonteação humana
Usuário do painelnome, e-mail, hash de senha, papel, sessãocadastro
Contato de alertae-mail, número de WhatsApp, chat de Telegram, endereço de pushcadastro
Segredo operacionalcredencial de tribunal, certificado e-CNPJ, chave de APIcofre de arquivo
Cobrançaplano, faturascadastro + meio de pagamento
Sucessor designado (§9-A)nome e e-mail de quem o escritório indicou para ser avisado se o dono não puder mais responder; OAB, telefone e observação se o dono quisercadastro feito pelo dono
Cliente do escritórionome, e-mail e telefone de quem contratou o escritório, código dele no sistema de gestão do escritório, a quais processos da carteira ele está ligado e o registro de atendimento (ligação, reunião ou nota: com quem, quando e o resumo)cadastro feito pelo escritório ou importado do sistema de gestão dele
2º contato do clientenome, e-mail ou telefone e relação com o cliente de quem o cliente indicou para ser procurado se ele não responder, com a data e a forma do aceiteindicação do cliente, registrada pelo escritório

Sobre CPF/CNPJ: o Vigia não pede esse dado ao escritório para identificar caso. Na importação de carteira, identificador fiscal que venha de carona na planilha é descartado em vez de guardado. O que existe no acervo é o CPF/CNPJ que a própria fonte oficial publicou dentro do evento, guardado como veio para prova de integridade.

4. Finalidade e base legal

FinalidadeBase legal (LGPD)
Acompanhar processo do escritório e sugerir prazoexecução de contrato (art. 7º, V), no interesse do controlador
Ler o tribunal inteiro para achar processo novo de parte vigiadalegítimo interesse (art. 7º, IX) sobre dado de acesso público (art. 7º, §3º)
Alertar por e-mail, WhatsApp, Telegram e pushexecução de contrato (art. 7º, V)
Resumir teor com LLMexecução de contrato (art. 7º, V)
Busca semântica no acervo do escritórioexecução de contrato (art. 7º, V)
Registrar quem abriu teor de intimaçãoexecução de contrato (art. 7º, V) enquanto o contrato vigora; depois dele, exercício regular de direitos (art. 7º, VI) e legítimo interesse de provar o que o sistema fez (art. 7º, IX)
Autenticação, log de acesso, trilha de auditoria e antifraudelegítimo interesse de segurança e de prestação de contas (art. 7º, IX, com os arts. 6º, VII e X, 37 e 46); o registro de acesso ao site cumpre também obrigação legal (art. 7º, II; art. 15 do Marco Civil da Internet)
Cobrança e obrigação fiscalexecução de contrato e obrigação legal (art. 7º, V e II)
Contato comercial e demonstração pedida pelo escritórioprocedimentos preliminares a pedido do titular (art. 7º, V)
Cadastro do cliente do escritório, vínculo com o processo e registro de atendimentoexecução do contrato entre o escritório e o cliente dele (art. 7º, V)
2º contato indicado pelo cliente, para o alerta não morrer sem respostalegítimo interesse (art. 7º, IX, com o art. 10): só existe com o aceite registrado — quando e de que forma o cliente indicou e a pessoa concordou; ela pode se opor a qualquer momento, e o contato é apagado

Onde a base é legítimo interesse, o interesse foi pesado contra o direito de quem usa o painel (art. 10 da LGPD): guardamos só o necessário, com prazo (§6), e o titular pode se opor (art. 18, §2º).

Não há tratamento com base em consentimento do titular do processo — e isso é proposital: pedir consentimento para acompanhar um processo público seria promessa que não se pode cumprir nem revogar. Consentimento existe onde é real e revogável a qualquer momento: canal de alerta escolhido por quem usa o painel (push web, WhatsApp, Telegram) e cookie não essencial, se houver.

5. Decisão automatizada e revisão

O Vigia calcula prazo e resume teor por máquina, e nenhum dos dois produz efeito jurídico sozinho: prazo nasce como sugestão e só humano confirma. Revisão (art. 20 da LGPD) é o fluxo normal do produto, não um pedido extraordinário — o painel mostra o que a máquina entendeu, de qual evento e por qual regra de contagem, e quem confirma é o advogado.

6. Retenção

CategoriaRegra
Evento e payload brutoguardado enquanto o escritório mantiver o processo em acompanhamento; o bruto é a prova de que o que se leu foi o que a fonte publicou. Quando nenhum escritório acompanha mais aquele processo, o bruto é apagado 90 dias depois da coleta e fica só a linha normalizada, que é fato público
Teor e resumomesma vida do processo acompanhado; teor de processo que ninguém acompanha é apagado pela mesma rotina, 90 dias depois
Vetor de buscasome com o documento que o gerou
Prazo e trilha de ciênciaenquanto o escritório mantiver o processo em acompanhamento e, depois do fim do contrato, por até dez anos contados do evento (prescrição geral do art. 205 do Código Civil) — é prova de por que um prazo começou a correr. Aos cinco anos sai a identificação de quem clicou; ficam o escritório, o processo e a data
Usuário e log de acessoenquanto a conta existir. Encerrado o contrato, o acesso ao painel acaba e o cadastro de quem usava a conta continua guardado só enquanto a trilha de auditoria ainda o identifica (no máximo cinco anos do último ato dele); depois é anonimizado. O registro de acesso ao site (data, hora e IP) é guardado por seis meses, prazo do art. 15 do Marco Civil da Internet, e depois descartado
Trilha de auditoriacinco anos com a identificação de quem agiu (usuário, endereço IP e navegador); aos cinco anos a identificação sai e a linha fica só com escritório, ação, alvo, data e o detalhe do ato sem identificação de pessoa; aos dez anos a linha é apagada. Dentro desse intervalo o sistema não a reescreve: a tabela é append-only por gatilho do banco, e a única alteração que o gatilho admite é essa saída da identificação, depois do prazo. É prova de quem fez o quê e segurança do sistema (art. 7º, VI e IX, da LGPD)
Contato de alertaapagado quando o canal é desligado; endereço de push morto é apagado no primeiro erro do serviço
Credencial de tribunalenquanto vigorar o termo de credencial; apagada na revogação
Cobrançapelo prazo fiscal de cinco anos; depois disso fica o registro de que a cobrança existiu, sem o dado que veio do meio de pagamento, e o consumo diário de leitura por IA é apagado inteiro — é contagem de gasto do escritório, nunca teor de processo
Acervo no fim do contratoavisado por e-mail e anonimizado 90 dias depois do encerramento, fora o que a prescrição manda guardar: o número do processo continua (é público), quem era o cliente não. O aviso sai assim que o contrato encerra, vai para os donos da conta e para o sucessor designado (§9-A), traz a data da anonimização e já deixa aberto um pedido de exportação do acervo em nome do escritório — e a anonimização não acontece antes de 30 dias desse aviso, nem se o e-mail não puder ser enviado
Cliente e 2º contato no fim do contratoapagados com o mesmo aviso e o mesmo prazo do acervo: 90 dias depois do encerramento e nunca antes de 30 dias do aviso, saem inteiros o cadastro do cliente, o 2º contato, o vínculo com o processo e o registro de atendimento. Enquanto o contrato vigora, apagar um cliente apaga junto o 2º contato, os vínculos e os atendimentos dele, e a oposição do 2º contato apaga só o dele

Como isto se cumpre: a tabela acima não é só texto — é a própria regra que o sistema executa. Uma rotina roda uma vez por dia, escritório por escritório, em lotes com teto por rodada, e cada categoria acima vira uma instrução declarada: apagar, limpar o conteúdo bruto, anonimizar ou nunca tocar. O que a rodada registra é só a contagem por categoria — nunca o que foi apagado. Prazo, trilha de ciência e trilha de auditoria têm piso: antes de cinco anos a rotina não reescreve nada nelas, aos cinco tira só a identificação de quem agiu, e só apaga a linha aos dez — o prazo e a ciência, além disso, só depois que o processo saiu do acompanhamento ou o contrato acabou. O sistema recusa subir se alguém escrever uma regra mais curta. Na trilha de ciência e na trilha de auditoria a trava é também do próprio banco de dados, que recusa a escrita fora dessas datas, venha de quem vier. O prazo não tem essa trava no banco: é a agenda viva do escritório, e a calibração de um prazo (o registro de se ele bateu) sai junto com o prazo quando ele sai. O acervo de quem encerrou o contrato é anonimizado por essa mesma rotina, não à mão.

Três categorias não são varridas por idade porque somem no momento do fato: contato de alerta sai quando o canal é desligado (ou no primeiro erro de entrega), credencial de tribunal sai na revogação, e o vetor de busca sai junto com o documento que o gerou.

Pedido de titular, sem depender de boa vontade: exportação e exclusão têm rota própria no sistema. O pedido nasce registrado e já com o prazo de 15 dias do §9. A exportação devolve só o que é do escritório que pediu — e credencial de tribunal não sai nem nela. A exclusão é em dois passos: o pedido não apaga nada sozinho; quem executa é a confirmação do escritório-controlador do caso, pelo limite do §9 abaixo. Não é convenção de código: o banco recusa registrar exclusão concluída sem essa confirmação.

6-A. O que apagamos, o que anonimizamos e o que fica

"Apagamos tudo" seria mentira, e mentira em política de privacidade é o pior lugar para se ter uma. A resposta honesta tem quatro partes.

1. Dado público não é dado do escritório, e não sai a pedido. Publicação de diário, movimentação, pauta, o teor que o tribunal divulgou e o resumo gerado a partir dele existem porque o Judiciário os tornou públicos. Pedido de exclusão feito ao Vigia não os apaga do tribunal, e o Vigia não os apaga a pedido de terceiro. O que acontece com eles é a retenção normal: quando nenhum escritório acompanha mais aquele processo, o bruto e o teor saem 90 dias depois e fica só a linha normalizada, que é fato público.

2. Dado do escritório: anonimizado ou apagado em até 15 dias da confirmação. No pedido de exclusão, executado depois da confirmação do escritório-controlador:

  • anonimizado — o que o escritório escreveu sobre o cliente dentro do processo (nome do cliente e observação) vira marca anônima; o número do processo fica, porque é público;
  • apagado — o endereço de notificação no navegador (push) sai inteiro, e o cadastro de clientes também: cliente, 2º contato, vínculo com o processo e registro de atendimento;
  • fora do pedido, por regra própria: contato de alerta sai quando o canal é desligado (ou no primeiro erro de entrega) e a credencial de tribunal sai na revogação, quando a chave que abre o cofre é destruída.

3. O que fica, com prazo e com motivo. Uma parte é obrigação legal (art. 16, I, da LGPD): cobrança e nota fiscal, e o registro de acesso ao site. O resto fica porque é prova de um direito e segurança do sistema (art. 7º, VI e IX, da LGPD) — e por isso tem prazo, e o prazo vem escrito.

O que ficaPor quanto tempoPor quê
Prazo sugerido e confirmado, e a trilha de quem abriu teor de intimaçãoaté 10 anos do evento; aos 5 anos sai a identificação de quem clicoué a prova de por que um prazo começou a correr; apagar isso prejudicaria o próprio escritório numa discussão futura
Cobrança e nota fiscal5 anosobrigação fiscal e tributária
Trilha de auditoria do sistema5 anos com identificação; até 10 anos sem ela; depois, apagadaa tabela é append-only por gatilho do banco: o sistema não consegue reescrevê-la nem excluí-la antes desses prazos, e é isso que a torna prova
Cadastro de quem usa o painelenquanto a conta existir e, depois, só enquanto a trilha ainda o identifica (até 5 anos do último ato); registro de acesso ao site por 6 mesesart. 15 do Marco Civil

4. Cópia de segurança. O backup é dump inteiro, cifrado, com expiração automática: 30 dias a cópia diária e 12 meses a mensal. Não existe apagar seletivo dentro de backup — o dado excluído do sistema ativo ainda vive nessas cópias até expirarem, e elas só são abertas em desastre.

Duas coisas que se dizem antes: pedido de exclusão não cancela a assinatura (cancelar é ato próprio, no painel de cobrança), e cancelar a assinatura não apaga nada na hora — o acervo de quem encerrou é anonimizado 90 dias depois do fim do período pago, automaticamente.

Como pedir. Escritório cliente abre exportação ou exclusão no próprio sistema; o pedido nasce registrado, com o prazo de 15 dias contado desde a abertura. A exclusão tem segundo passo: só a confirmação do escritório-controlador executa. Quem não é cliente pede por contato@joaoamorim.dev, com o que baste para localizar o dado. Resposta em até 15 dias.

O que a exportação entrega hoje, sem enfeite: todas as tabelas que têm dono definido — carteira de processos, clientes e 2º contatos, prazos, alertas, pedidos, cobrança —, menos credencial de tribunal, que nunca sai. Arquivo binário sai identificado pelo tamanho, não em conteúdo. O andamento e o teor de cada processo são identificados pelo número CNJ, porque são registro público: quem quiser o inteiro teor o obtém do tribunal, onde ele é a fonte.

7. Quem mais trata o dado

Subprocessadores em uso:

QuemPara quêO que sai daquiPaís
Anthropictriagem e leitura de teor por LLMtexto do documento do processo, sem credencialEUA
OpenAItriagem e leitura de teor por LLM, quando o escritório escolhe este fornecedor (, allowlist do §17.8 T2)texto do documento do processo, sem credencial; nunca documento em segredo de justiçaEUA
Google (Gemini API paga)triagem e leitura de teor por LLM, quando o escritório escolhe este fornecedor (, allowlist do §17.8 T2)texto do documento do processo, sem credencial; nunca documento em segredo de justiçaEUA
Voyage AIvetor da busca semânticaresumo do documento, nunca documento sigilosoEUA
Meta (WhatsApp Business)alerta por WhatsAppnúmero do destinatário e a linha do alertaEUA
Telegramalerta por Telegramchat do destinatário e a linha do alertafora do Brasil
Serviço de push do navegador (Google, Apple, Mozilla)entregar a notificação no aparelhocorpo cifrado ponta a ponta (RFC 8291) — o serviço não lêEUA
Google Fontsfonte tipográfica do site público e destas páginasendereço IP e navegador de quem abre a página, nunca dado de processoEUA
Stripecobrança, quando a assinatura entrar no ardado de cobrança, nunca dado de processoEUA
Oracle Cloud (hospedagem, banco e servidor de e-mail)rodar o sistema; enviar o alerta por e-mailtodo o acervo, cifrado em repouso; no e-mail, endereço do destinatário, assunto e corpo do alerta (em segredo de justiça, assunto sem número e sem teor)Brasil (região São Paulo)
Cloudflareproteção e entrega do site e do painel; cópia de segurança cifradatráfego do painel, que a borda enxerga em claro; backup já cifrado com chave que só o Vigia temEUA

Documento em segredo de justiça não é enviado a nenhum dos dois fornecedores de LLM: o texto não existe no banco, e o banco recusa a escrita por restrição de coluna, não por convenção de código.

8. Transferência internacional

Anthropic, Voyage, Meta, Cloudflare, Stripe, Google e os serviços de push estão fora do Brasil, o que torna o envio uma transferência internacional (art. 33 da LGPD). A base são cláusulas contratuais específicas com cada fornecedor, no molde do art. 33, II, alinhadas às cláusulas-padrão contratuais da Resolução CD/ANPD 19/2024. Escritório que não aceite esse envio pode operar com teor por LLM e busca semântica desligados: o acompanhamento, o cálculo de prazo e o alerta continuam funcionando sem eles. O alerta por e-mail sai de servidor no Brasil e não entra nessa conta. Já a passagem pela Cloudflare (proteção do site e do painel) e a cópia de segurança cifrada não são opcionais — são como o serviço fica de pé. Fornecedor só é habilitado depois que as cláusulas de proteção de dados dele são conferidas, e a lista vigente, com a data de cada conferência, fica disponível ao contratante a pedido.

9. Direitos do titular

Confirmação de tratamento, acesso, correção, anonimização, bloqueio ou eliminação de dado desnecessário, portabilidade, informação sobre compartilhamento e revisão de decisão automatizada (art. 18 da LGPD).

Como exercer: pedido para contato@joaoamorim.dev, com o que basta para localizar o dado — nome e, se houver, número do processo. Resposta em até 15 dias.

Escritório que já é cliente não precisa esperar por e-mail: exportação e exclusão são pedidos que ele mesmo abre no sistema, com o mesmo prazo de 15 dias contado e registrado desde a abertura. A exportação sai pronta com o que é dele; a exclusão só é executada depois que o escritório responsável pelo caso confirma — é o segundo passo, e sem ele nada é apagado.

Três limites que se dizem antes, não depois:

  • dado que veio de fonte oficial pública não é apagado do tribunal por pedido feito ao Vigia; o que o Vigia pode fazer é parar de tratar e apagar sua cópia, quando não houver dever de guarda;
  • quando o dado pertence ao acompanhamento de um escritório, o pedido é encaminhado a ele como controlador — o Vigia não decide sozinho apagar prova de prazo de um caso em curso;
  • a trilha de auditoria não é apagada a pedido dentro do prazo do §6, porque é prova e segurança do próprio sistema (art. 7º, VI e IX, da LGPD); o titular pode se opor (art. 18, §2º) e recebe a resposta com o motivo (art. 18, §4º, II); vencido o prazo, a identificação sai sozinha.

Quem foi indicado como 2º contato de um cliente não contratou nada: a base é o legítimo interesse (§4), e a oposição dele basta. O pedido vai ao escritório que o cadastrou, ou a contato@joaoamorim.dev, que o encaminha; o escritório apaga o contato no painel, e a linha sai inteira, sem alterar o cadastro do cliente.

9-A. Sucessão do acervo e aviso de saída

O Vigia nasceu para o escritório de uma pessoa só, e nesse escritório o dono costuma ser o único login. Duas coisas, por isso, não dependem de ninguém lembrar:

  • Sucessor designado. O dono pode registrar no sistema a quem o Vigia avisa se ele não puder mais responder pelo escritório — nome e e-mail obrigatórios, OAB, telefone e observação opcionais. Isso é endereço, não chave: a pessoa designada não ganha login nem acesso automático ao acervo; ela é avisada, e a entrega do acervo depende do documento que o caso exigir (procuração, inventário, prova de óbito). A designação é de uma pessoa que não assinou nada conosco: ela é titular desses dados, pode pedir para sair a qualquer momento pelo §9, e o dono pode apagar a designação sozinho, no sistema.
  • Aviso antes de anonimizar. Encerrado o contrato, o Vigia manda um e-mail aos donos da conta e ao sucessor designado dizendo a data em que o acervo será anonimizado e já deixando aberto, em nome do escritório, um pedido de exportação de tudo que é dele. A anonimização não acontece antes de 30 dias desse aviso — e, se não houver a quem avisar ou o e-mail não puder ser enviado, ela não acontece: o acervo fica como está até que o aviso saia.

10. Segurança

  • isolamento por inquilino imposto no banco, com política de linha forçada inclusive para o dono da tabela;
  • credencial, certificado e chave de API em cofre de arquivo montado, nunca em arquivo de configuração em texto plano;
  • trilha append-only de quem abriu teor de intimação, que o sistema não reescreve;
  • alerta em modo discreto para processo em segredo de justiça;
  • incidente relevante comunicado ao controlador e à ANPD (art. 48 da LGPD).

11. Este site

O site público em vigiajuridico.com.br é estático e não depende de conta. O que ele faz com quem apenas visita:

  • Nenhum cookie e nenhum rastreador. Não há Google Analytics, Tag Manager, pixel de rede social, mapa de calor nem cookie de qualquer espécie — nada fica gravado no navegador do visitante, e por isso não existe banner de consentimento a exibir.
  • Nenhuma conexão a terceiro. Texto, imagem e fontes tipográficas são servidos pelo próprio domínio: o navegador de quem visita não fala com Google, CDN nem rede social, e por isso o endereço IP do visitante não chega a ninguém além do nosso servidor.
  • O formulário de demonstração não envia nada ao nosso servidor. O endereço digitado abre o programa de e-mail do próprio visitante com a mensagem pronta; nada sai do navegador enquanto a pessoa não apertar enviar, e o que chegar por e-mail é tratado como contato comercial (§4).
  • Log do servidor web. Cada requisição fica registrada com endereço IP, hora, página pedida e navegador, para segurança e diagnóstico; cabeçalho de autenticação e cookie são descartados antes da gravação. Esse registro não é cruzado com acervo de processo nem usado para publicidade, e é guardado por seis meses — o prazo do art. 15 do Marco Civil da Internet —, depois descartado.

12. Mudanças

Alteração material é avisada no painel e por e-mail antes de valer, e a versão anterior fica disponível a pedido em contato@joaoamorim.dev.

Vigia Jurídico

Um produto XIRO Tecnologia. Ferramenta de apoio ao advogado — não presta serviço de advocacia.

contato@joaoamorim.dev

  • Página inicial
  • Termos de uso
  • Privacidade e LGPD

© 2026 XIRO Tecnologia.